Disjuntor, dispositivo diferencial residual e dispositivo de proteção contra surtos têm funções diferentes. Um não substitui o outro. Quando especificados corretamente, eles formam camadas complementares de proteção para a instalação, os equipamentos e as pessoas.
Disjuntor: proteção contra sobrecorrente
O disjuntor atua diante de sobrecargas e curtos-circuitos. Sua seleção considera corrente nominal, curva de atuação, número de polos, tensão, capacidade de interrupção e coordenação com os cabos. Ele não foi projetado para detectar pequenas correntes de fuga nem para limitar surtos transitórios causados, por exemplo, por descargas atmosféricas ou manobras na rede.
DR ou IDR: proteção diferencial residual
O DR compara as correntes que percorrem os condutores ativos do circuito. Uma diferença pode indicar fuga de corrente. Quando o valor ultrapassa o limite de atuação do dispositivo, o circuito é desligado. Corrente nominal, sensibilidade, número de polos, tipo do dispositivo e esquema da instalação precisam ser compatíveis com o projeto.
O DR não deve ser usado como substituto automático do disjuntor. Alguns equipamentos combinam proteção diferencial e contra sobrecorrente, mas isso precisa estar claramente indicado pelo fabricante.
DPS: proteção contra surtos
O DPS limita sobretensões transitórias e desvia parte da energia do surto para o sistema de proteção. A escolha envolve classe, tensão máxima de operação contínua, nível de proteção, capacidade de descarga, sistema elétrico, coordenação entre estágios e aterramento. Um DPS mal selecionado ou ligado sem proteção de retaguarda adequada pode não oferecer o resultado esperado.
Como os três trabalham em conjunto
Em uma solução coordenada, o disjuntor protege contra sobrecorrente, o DR identifica fugas e o DPS limita surtos. O quadro também depende de seccionamento, aterramento, barramentos, conexões e organização adequados. O simples acréscimo de um componente, sem avaliar o conjunto, não corrige problemas estruturais da instalação.
Informações para conferir antes da compra
- Tensão e configuração do sistema elétrico.
- Corrente do circuito e capacidade dos condutores.
- Número de fases, neutro e quantidade de polos.
- Corrente de curto-circuito presumida.
- Sensibilidade e tipo do DR.
- Classe, tensão e capacidade de descarga do DPS.
- Espaço no quadro e compatibilidade com barramentos e acessórios.
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